FILOSOFIA POLÍTICA DE UM PROFESSOR - Construir ações coletivas que tenham como base a valorização das culturas existentes na comunidade e no contexto, promovendo a autoestima e desafiando a consciência crítica, a espiritualidade, a construção do conhecimento, a ressignificação do saber científico historicamente elaborado, numa busca constante de transformação social.
quarta-feira, 9 de novembro de 2022
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
terça-feira, 23 de abril de 2019
O filosofar é constante em nossas vidas. Queridos alunos,
começamos mais uma fase de nossas vidas e neste ano vamos começar a pensar
sobre algo que está em evidencia em nossas vidas. O cotidiano nos trás
constantemente a figura do Herói, do ídolo e do Mito. Segue abaixo os três
conceitos para que possamos começar uma discussão e reflexão clareado assim
nosso pensar em sociedade e na comunidade escolar.
Herói
Além de bravura e coragem, um ato é
reconhecido como genuinamente heroico quando a pessoa desempenha ou toma
determinada atitude de modo altruísta, ou seja, sem motivos egoístas ou que
envolvam o seu ser, mas apenas o bem-estar ou segurança de terceiros.
Ídolo
imagem que representa uma divindade e que se
adora como se fosse a própria divindade, pessoa ou coisa intensamente
admirada, que é objeto de veneração.
Mito
Um mito é uma narrativa de caráter
simbólico-imagético, ou seja, o mito não é uma realidade independente, mas
evolui com as condições históricas e étnicas relacionadas a uma dada cultura,
que procura explicar e demonstrar, por meio da ação e do modo de ser das
personagens, a origem das coisas.
domingo, 4 de dezembro de 2016
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
ENCONTRO DO ENSINO RELIGIOSO
Aconteceu, hoje pela manhã, o último Encontro do Ensino Religioso deste ano de 2015. Depois de muita negociação com a Secretaria Municipal de Educação conseguimos a liberação para darmos continuidade aos Encontros do Ensino Religioso. Com nova roupagem iniciamos aos encontros, onde contamos com palestrantes voluntários e a participação dos colegas do Município de Passo Fundo. Gostaríamos de agradecer a todos os palestrantes e dizer que fizeram uma grande diferença na vida de cada um de nós professores do Ensino Religioso. A relação de aprendizagem, de troca e de fé nos uniu e nos fortaleceu. Em especial ao encontro de hoje, contamos com a presença do Pe. Wilson que nos coroou com sua palestra sobre Mística das Relações: da diversidade a unidade e intolerância ao acolhimento. A origem da diversidade deve ser reconhecida por uma leitura geográfica em que cada região desenvolve suas peculiaridades, sendo elas: deserto, floresta, terra fértil, montanha e litorânea. Percebeu-se através da reflexão, que hoje as relações estão ligadas a região deserta, em que os princípios das relações se encontram entre a solidão e o conflito. E que a participação em comunidade, em especial nas relações não é mais interessante, pois nos encontramos na era da globalização que através da interconectividade limitam as relações no conhecer, sem uma ação efetiva nas interações com o outro. A origem da diversidade é a cultura, sendo que, não havendo receptividade a cultura do outro e estando o mundo em constante movimento a mística das relações pede novas formas de convivência que levem o ser humano em sua plenitude na busca da terra fértil. Na terra fértil as relações se dão no olhar ao nosso redor, o divino está no ser humano, na natureza, no respeito à diversidade e numa relação de participação. Deus está conosco. Deus não está distante, mas está em cada ação que faço para tornar o mundo melhor, não para o Eu, mas para o Nós. UBUNTU PARA TODOS NÓS! E QUE NO PRÓXIMO ANO ESTEJAMOS TODOS NOVAMENTE UNIDOS NO ENSINO RELIGIOSO. UBUNTU!!!
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Poderes de professor
Aconteceu numa esquina de minha cidade. Tudo para ser encontro casual, mas o evento revelou verdade quase despercebida. Um policial conversava com um juiz, quando ambos foram interpelados por um professor. O professor, sem pretensão de diálogo filosófico ou de outra natureza, chegou junto a ambos com a intenção de cumprimentá-los.
O policial, conhecido dos dois, disse:
- Cuidado, juiz, este professor é um sujeito perigoso.
O professor nada entendeu. O juiz respondeu:
- Todo bom professor e todo professor que se valoriza é sempre perigoso. Sempre instiga nos alunos e na sociedade a inquietação, prima-irmã da indignação. A indignação pode nos remeter à necessidade de mudanças e, talvez por isso, professores sejam sempre perigosos.
O policial, conhecido dos dois, disse:
- Cuidado, juiz, este professor é um sujeito perigoso.
O professor nada entendeu. O juiz respondeu:
- Todo bom professor e todo professor que se valoriza é sempre perigoso. Sempre instiga nos alunos e na sociedade a inquietação, prima-irmã da indignação. A indignação pode nos remeter à necessidade de mudanças e, talvez por isso, professores sejam sempre perigosos.
O assunto se encerrou por aí, mas o universo das lembranças dos três conspirou para que a reflexão continuasse, semelhante a um evento que deixa rastros de luz e estranhamento que relutam em ficar restritos a quem o promoveu. Este é o caso que me leva a esta reflexão.
Nem sempre os professores tem a dimensão do seu poder, seja na vida das crianças, jovens, adolescentes e adultos ou seja a partir do que representa a sua profissão e os seus posicionamentos diante da vida, do mundo e da sociedade. Os professores, muito ocupados com suas tarefas, funções e atribuições nem sempre dedicam devido tempo para pensar sobre o que fazem.
Fato é que, de forma desinteressada e desmedida, professores e professoras são grandes referências na infância e juventude de nossa gente. Seus conselhos, seus gestos, suas palavras, sua disponibilidade para compreender o universo infanto-juvenil constituem habilidades que ensejam poder de mudar, poder de influenciar, poder de libertar. Não é um poder assustador e nem preponderante, mas é um poder humanizador, motivado pelo desejo de promover os sonhos, as capacidades e as potencialidades das crianças e jovens, em formação.
A educação, tendo como protagonistas o educando e o educador, não tem poderes para mudar o mundo. "A educação muda as pessoas, e pessoas mudam o mundo". A força do professor/educador está na relação que o mesmo consegue estabelecer com seus educandos, fazendo-os sempre enxergar para além das aparências, do imediatismo, do superficial, do irrelevante. Quem gosta da profissão, torna-a significativa para si e para aqueles que são sua companhia. O perigoso dos professores e das escolas é que estes tem a possibilidade concreta de realizar processos: um dia após outro, conteúdos que se relacionam, conhecimentos que se cruzam, métodos que permitem aprofundar e sistematizar a informação que vira conhecimento. O mundo, modo geral, torna a vida uma sequência de eventos: desconectados, sem continuidade e sem amarração. Alguns eventos melhores do que as aulas, só que sempre passageiros.
A vida humana exige relação, amarração, processo, síntese, acúmulo, reflexão, continuidade. Por isso mesmo que professores que acreditam na humanização das pessoas a partir do conhecimento tornam a sua ação educativa diferenciada; talvez por isso poderosa. A vida não se esgota em eventos, mas os eventos esgotam seus sentidos quando acabam! Viver é sempre costurar os diferentes sentidos da existência, a partir dos aprendizados de todas as experiências que fizemos.
(Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos)
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